Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.
João 17.20-23
Você sabia que, antes de subir ao céu, Jesus fez uma oração especial por você? Nela, encontramos um dos maiores segredos para uma vida cheia do poder e das bênçãos de Deus.
Sabe qual é esse segredo? Ser um com Deus! Só depois de nos tornarmos um com Jesus Cristo seremos capazes de realizar a obra de Deus. Essa posição em Cristo nos permite alcançar nível espiritual mais alto em nossa experiência cristã, muito além do nível das bênçãos. Enquanto não alcançarmos esse nível , não estaremos cumprindo o nosso papel no exército do Senhor. Você perceberá algo faltando em sua vida: sentirá que não está completo.
As escrituras ensinam: “Em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e , por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude” (Cl 2.9,10).
Isso significa que, sendo Cristo o Cabeça de todo principado e poder, seremos completos se estivermos nele. Não teremos falta de nada e ainda teremos poder!
Precisamos permanecer em Cristo para que o seu poder flua livremente através de nós. O crente se torna um com Cristo quando nasce de novo. O Espírito de Deus passa a habitar em seu interior.
Quando o crente diminui, o Espírito de Deus cresce até somente o Senhor Jesus Cristo seja visível em nós.
O nosso mundo contemporâneo e também as nossas comunidades eclesiais sofrem tremendamente pela escassez de profetas. Mais do que nunca, a nossa época necessita de pessoas que não cessem de olhar para o céu, mas que tenham seus pés solidamente fincados no chão da história, para que iluminem, com o testemunho de sua vida, o caminho da humanidade.
Nesse sentido é bom lembrar que a missão profética não é uma dimensão entre muitas outras, mas, se assim podemos dizer, é a própria essência da missão também no contexto do mundo contemporâneo.
Com efeito, todo profeta encontra, em sua relação com Deus que o chamou, o fundamento de sua missão de anunciar, na história, a oferta da salvação de Deus. Por esse motivo, ele vive e exige uma relação com seus contemporâneos, a partir da prática da justiça e de uma atitude de total solidariedade. Dessa forma, toda a sua vida torna-se um testemunho vivo, uma ação contínua de esperança que aponta, na história, o caminho da conversão, da mudança e da transformação.
Algumas expressões de Is 43,1-7 revelam, antes de tudo, que o profeta tem consciência de que Deus, ao entregar-lhe uma missão a cumprir, comprometeu-se com ele (“Eu estou contigo”: 43,2.5). Em segundo lugar, mesmo que sinta a presença divina que o acompanha ao longo de sua atividade, o profeta sabe que Deus não o dispensa dos perigos (água/rios – fogo/chamas: 43,2), aliás, justamente por isso, ele adquire uma força tremenda para enfrentar todos os riscos que a missão comporta. Ele cumpre sua missão, única e exclusivamente, porque confia na promessa de Deus (43,4).
Propriedade preciosa de Deus, o profeta torna-se testemunha e portador do amor que o próprio Deus tem para com toda a humanidade! Ninguém fica admirado se essa dimensão profunda da missão profética encontra seu ponto culminante na formidável expressão do evangelho de João: Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único, para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3,16). O texto de Isaías, logo em seguida, assinala o fato de que a humanidade está espalhada aos quatro ventos e que, portanto, precisa ser convocada, para que encontre de novo a sua unidade e a sua coesão. A imagem bíblica é realmente impressionante:
Deus revela a sua paternidade através da missão do profeta:
Não temas porque Eu estou contigo (...) faze voltar os meus filhos de longe e as minhas filhas das extremidades da terra! (43,5-6). Trata-se de um compromisso urgente que consiste em fazer com que a humanidade “se volte para Deus” e encontre nele seu ponto fundamental de referência. Ora, voltar-se para Deus, de acordo com a promessa divina, significa construir um futuro novo para que todos filhos e filhas vivam, finalmente, uma fraternidade plena em nome de Deus Pai (43,7).
A missão profética possui, portanto, uma finalidade universal: revelar que a esperança de uma vida fraterna para toda a humanidade está profundamente enraizada na promessa de Deus. Naturalmente, o profeta situado entre a promessa de Deus e a sua realização, desempenha corretamente a sua missão, mostrando a todos a possibilidade de construir um futuro novo, mas não pode absolutamente determinar o momento exato do seu cumprimento. A missão profética indica a irrupção da paternidade divina na história, com a finalidade de estabelecer uma autêntica fraternidade humana entre todas as nações.
Fundamentar a esperança, a partir da promessa de Deus Eu estou contigo, significa permanecer firmemente agarrados à história, exatamente lá onde a vida humana ferve com todos os seus problemas e preocupações, onde os filhos e filhas são convocados para viverem em harmonia. Lá também está a Presença permanente e fiel do Deus vivo.
Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim.
Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele esse dará fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados.
João 15.4-6
Enquanto permanecermos em Cristo, seremos vivificados pelo poder de Deus. Assim, seremos soldados poderosos no vitorioso exército do Senhor e seguiremos adiante neste mundo demonstrando o seu poder, para dar testemunho de Jesus Cristo, gerando provas de que Ele é o Senhor ressurreto.
Guardar os mandamentos de Deus é o primeiro requisito par nos tornarmos um com o Senhor – ser sempre obedientes à sua voz, que é a sua Palavra (1 Jo 3.24). Se não fizermos da Palavra de Deus parte fundamental de nossa vida, deixaremos de permanecer em Cristo, ficando impossibilitados de agir no poder e na unção de Deus, que deseja que demonstremos o mesmo poder e a mesma unção que estava sobre o seu filho Jesus Cristo. Deus deseja que realizemos sinais milagrosos. Ele quer nos usar para curar e libertar as pessoas com o poder divino que flui através de nós.
Outro requisito que torna possível essa união com Deus é seguir o exemplo de Cristo. Está escrito: “Aquele que afirmar que permanece nele, deve andar como ele andou” (1 Jo 2.6).
Lembre-se de que um dos segredos para demonstrar o poder de Deus em nossa vida é aprender a permanecer em Cristo – ser um com Deus.
Estar em Cristo, e Ele em nós, para que o seu poder flua livremente através de nossa vida. E essa convivência diária se dá por meio da oração e da meditação na Palavra!
Permita que a Palavra de Deus habite em você diariamente. Permanecendo em Cristo por meio da oração e fazendo da Bíblia parte integral de sua vida, você estará menos suscetível aos ataques do inimigo e se manterá firme. Só então poderá avançar para além do nível das bênçãos e adentrar e dimensão do Poder!
Jesus falou de um grande problema existente dentro das igrejas: as pessoas nascidas da carne. O joio no meio do trigo sempre foi uma realidade na Igreja do Senhor Jesus em todo o mundo. As pessoas nascidas da carne, além de causarem problemas para si próprias, os causam dentro das igrejas, dando péssimos testemunhos a respeito do Senhor Jesus.
Somente Deus pode fazê-las nascer do Espírito Santo. Para isto acontecer é necessário que elas reconheçam primeiramente que são nascidas da carne, isto é, que possuem uma natureza pecadora e, conseqüentemente, má.
Muitos participam da igreja e passam a ser membros, contudo não nasceram do Espírito Santo; continuam vivendo na carne. Nasceram da vontade do pastor, da atenção que o pastor lhes dispensou, da amizade com os membros da Igreja, mas não se tornaram novas criaturas.
Essas pessoas, mesmo participando ativamente de uma igreja, mantém a velha natureza, só que agora com hábitos diferentes: entregam o dízimo, contribuem com ofertas, lêem a Bíblia, oram e etc. Entretanto, nenhuma dessas práticas, por si mesmas, possibilita o novo nascimento.
Elas gostam da Igreja devido à pregação, à música, às pessoas, mas se não houver uma verdadeira transformação nada disso tem valor. Pedro viu Jesus realizar vários milagres, mas não havia ainda nascido de novo, o que aconteceu somente depois da ressurreição do Mestre.
Talvez você seja alguém que participou dos milagres que Deus realizou em nosso meio. Talvez você tenha sido curado de alguma grave enfermidade, ou alcançado muitas graças, mas ainda não nasceu do Espírito.
O que queremos deixar claro é a necessidade radical da pessoa se transformar em uma nova criatura sob o poder de Deus. A pessoa que ainda não nasceu do Espírito, continua infeliz, pois, apesar de se encontrar entre os que vão herdar a vida eterna, estão condenadas.
Por estar vivendo com elas, acredita que vai herdar também, mas quando tocar a trombeta, esse falso engano será desfeito: os nascidos do Espírito subirão para viver eternamente com o Senhor Jesus nos céus, enquanto os nascidos da carne serão excluídos da Sua presença. Isto pode ser visto na parábola das virgens, quando cinco delas esqueceram o azeite e ao voltarem as portas já estavam fechadas. Infelizmente, muita gente vai ficar do lado de fora.
É necessária uma firme decisão por parte dos que ainda vivem na carne. Nascer do Espírito Santo implica em uma decisão pelo Senhor Jesus Cristo. Cada pessoa terá que tomá-la individualmente.
Deixem que cresçam juntos até a colheita. Então direi aos encarregados da colheita: Juntem primeiro o joio e amarrem-no em feixes para ser queimado; depois juntem o trigo e guardem-no no meu celeiro.
Mateus 13.30
A nova dimensão de poder no tempo da colheita final envolve três etapas: uma colheita pessoal, uma colheita mundial de almas e o tempo de separar a palha do trigo – os cristãos genuínos dos “crentes nominais”, que só observam os acontecimentos e os preceitos religiosos.
A Igreja está experimentando uma nova dimensão de poder e de conhecimento, fruto da intercessão de cristão – líderes eclesiásticos e obreiros – do mundo inteiro. O Espírito Santo tem dado destaque às Escrituras, revelando-as a nós.
Alcançamos vitórias por meio da fé e por conhecer o poder das palavras proferidas pelo Senhor. Adquirimos conhecimento e revelação à medida que descobrirmos como alcançar a cura e como orar por libertação. A Bíblia adquire novo significado quando percebemos quem realmente somos em Cristo e tudo que possuímos na condição de herdeiros de Deus.
Deus esta preparando o seu povo. O conhecimento espiritual continuará crescendo. As barreiras denominacionais continuarão a ruir. O poder do Espírito Santo será liberado continuamente até passemos a fazer uso dos dons espirituais como nunca antes.
Haverá uma distinção bem clara entre cristãos mornos e cristãos cheios do Espírito, guiados pelo Senhor. O mundo verá a glória de Deus manifestar-se no meio de seu povo. Curas de cegueira, surdez, mudez e paralisia e outros milagres serão notórios na colheita dos últimos dias.