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terça-feira, 30 de junho de 2009

Benefícios da Natação

Existem muito poucos desportos tão completos e ao alcance de tanta gente: bebés, grávidas e idosos podem tirar proveito deste desporto aeróbico, de pouco impacto para os ossos. Saiba para quem é mais recomendada e o que pode fazer pela sua saúde.

natação, nadar

Qualquer pessoa, independentemente da idade, sexo ou profissão, pode fazer natação sem problemas uma vez que a água é um meio muito benéfico para o corpo, relaxante, sem efeitos agressivos e favorece as funções orgânicas.

Para além disso, a natação:

- Reduz o risco de episódios cardiovasculares. Braçada após braçada, o coração torna-se mais forte, ganha músculo e perde a gordura que o rodeia, o que faz com que consiga bombear mais sangue para o resto do organismo.

- Reduz a frequência cardíaca e estimula a circulação sanguínea.

- Melhora o sistema respiratório. Os pulmões são órgãos elásticos, cuja capacidade de contracção e expansão depende dos músculos da parede torácica.

- Fortalece as articulações. A natação faz com que os músculos aumentem de tamanho e protejam mais eficazmente tendões e ligamentos, para além de exercitar todas as articulações e potenciar a sua flexibilidade.

- Alivia dores causadas pela artrose.

- Sobe a auto-estima. Os desportistas sentem-se mais independentes e seguros. No caso da natação, a estes benefícios acrescenta-se o facto da água permitir uma liberdade de movimentos que o trabalho a seco não proporciona. Isto favorece a vertente lúdica, facilitando o relaxamento mental.Reduz a dor e o risco de lesões

- Retarda os efeitos do envelhecimento. Tanto a nível físico como psicológico. São vários os estudos que confirmam que uma pessoa de 65 anos que faz exercício regularmente tem uma maior capacidade física e vital do que uma de 45 que não faz nenhuma actividade desportiva.

fonte: saude.sapo.pt

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dicas para fazer uma alimentação saudável

Melhore seus hábitos alimentares adotando estas dicas no seu dia-a-dia e mantenha uma vida saudável e boa qualidade de vida.

  • Coma quatro ou cinco vezes por dia: Fazendo quatro ou cinco refeições leves e equilibradas você leva o organismo a utilizar mais facilmente o seu combustível de reserva, que são as gorduras, além de conseguir controlar melhor seu apetite e vontade de beliscar alimentos desnecessários.
  • Coma a intervalos regulares: O ideal é fazer uma refeição a cada três horas. Se isso não for possível, estabeleça intervalos de no máximo 4 horas entre as refeições. Uma vez fixados esses horários, há uma tolerância de meia hora, contanto que sejam obedecidos os intervalos mínimo e máximo. Fazendo o número previsto de refeições, a intervalos regulares, você evitará a hipoglicemia (queda no nível de açúcar no sangue) e reduzirá a chance de ter uma fome sem controle dos alimentos a serem ingeridos.
  • Coma sempre nos mesmos horários: Programe os horários das refeições de modo que possa cumpri-los e faça todo o possível para cumpri-los de fato. Alimentando-se sistematicamente nos mesmos horários, seu organismo se acostumará ao novo ritmo e ficará condicionado a esperar a comida somente nestes horários. Se você acordar mais tarde, perdendo a hora do café da manhã, faça essa refeição na hora do lanche e mantenha as outras refeições conforme o programado.
  • Coma devagar e preste atenção ao que come: Observe primeiro o que irá comer. Mastigue bem, e lentamente, para sentir a textura e o sabor de cada alimento, experimentando o prazer de saborear o que come. Ao se alimentar dessa forma, seu cérebro receberá maior número de informações, que contribuirão para acionar o centro da saciedade, levando sua fome a ser satisfeita com menores quantidades de alimento. Separe o ato de comer das outras atividades, como ler, assistir televisão, pois estas atividades interferem recepção destas informações.
  • Respeite a quantidade e a qualidade dos alimentos permitidos: Como dito anteriormente, os alimentos devem ser ingeridos em quantidade e qualidade adequadas para suprir todas as necessidades nutricionais sem excesso de calorias. Cada indivíduo precisa de um plano alimentar específico.
    -Evite a monotonia: Um erro comum e desastroso é repetir sempre os mesmos alimentos, pois a monotonia na alimentação faz com que o plano alimentar seja abandonado. Varie bastante dentre os alimentos de cada grupo. Invente novos pratos. Capriche na arrumação da mesa. Torne o momento da refeição um prazer.
  • Beba bastante líquido: beba bastante água filtrada, mineral (sem gás) e sucos naturais (sem açúcar) para hidratar-se. Evite o consumo de café, refrigerantes e sucos industrializados.
  • Não adote dietas radicais: Você não vai agüentar por muito tempo e voltará rapidamente para antigos e maus hábitos alimentares. Além disso, a grande perda de peso em curto período de tempo é prejudicial ao metabolismo do organismo, pois a grande perda de massa magra, com conseqüente redução do gasto energético total, o que leva possivelmente ao aumento de massa gordurosa após a dieta restritiva.
  • Evite ter na despensa alimentos calóricos e pobres em nutrientes saudáveis: Assim você se protege do risco de um ataque surpresa na hora de fome.
  • Deixe sempre na gaveta do escritório barra de cereais, bolacha integral (ingira, no máximo, 3 unidades), ou se possível, uma fruta ou iogurte natural: deste modo, quando a fome bater, terá algo saudável para comer.
  • Se tiver vontade de comer um doce, coma-o. Mas lembre-se: somente um pedaço ou unidade. Isso é melhor do que devorar uma caixa de bombom no final do dia.
  • Evite o uso de óleos e temperos industrializados para temperar as saladas: se quiser pode usar um fio de azeite, mas abuse mesmo dos temperos aromáticos como orégano, manjericão, cheiro verde, louro, pois deixarão a salada mais saborosa. Use também vinagre ou suco de limão (melhor que o vinagre, pois é rico em vitamina C).
  • As preparações com molhos branco, quatro queijos, bolonhesa, ou ainda, com mussarela e presunto devem ser evitados, pois são muito calóricos. Dê preferência ao molho “ao sugo” e use os temperos aromáticos para deixar os pratos mais saborosos.
  • Bebidas energéticas devem ser evitadas. Mesmo os indivíduos que praticam atividade física regular não possuem necessidades energéticas ou de minerais para ingestão destes produtos. A água ainda é o melhor hidratante.
  • Utilize adoçante nos sucos e no cafezinho, ao invés de açúcar.
  • Dê preferência às carnes magras e sem gordura visível: pois possuem menos gordura e menos calóricas como peixe, frango (partes magras e sem pele), peru, patinho, contra-filé. O modo de prepará-las também é importante: cozidas, grelhadas ou assadas.
  • Evite enlatados, temperos industrializados, apresuntados e defumados: eles são ricos em sódio e perigosos para pessoas com predisposição a pressão alta.
  • Queijos amarelos (mussarela, provolone, prato, parmesão) devem ser evitados: são muitos mais gordurosos que os queijos brancos (minas, frescal, ricota e cottage).
  • Bebidas alcoólicas são calóricas: Consuma esporadicamente e em pequena quantidade (deixe para o fim de semana). Além disso, evite os petiscos como amendoim, batata frita, castanha de caju, carne seca ou salgadinhos que acompanham as bebidas alcoólicas, pois são calóricos e com alto teor de gordura saturada.
  • Em restaurantes por quilo: Passe primeiro por todas as opções antes de escolher os alimentos. Isso evitará exageros. Escolha opções de hortaliças, legumes cozidos (sem maionese ou molhos), carne magras, massas sem molhos brancos e com mussarela e presunto ou arroz branco (ou sortido com legumes) e para sobremesa, prefira as frutas.
  • Em épocas de calor, evite sorvetes de massa: Opte pelo picolé de fruta.
  • Compras no supermercado: não vá com fome: Isso evitará pegar balas, chocolates e salgadinhos. Não compre alimentos que devem ser evitados. Sempre olhe a informação nutricional presente dos rótulos dos alimentos: calorias, quantidades de carboidratos, gorduras, fibras, sódio.
  • Cuidado com os produtos light e diet: apesar de apresentarem redução de algum nutriente, nem sempre, esta restrição é em calorias ou gorduras.
  • Movimente-se: Você não precisa ir à academia! Caminhar 3 vezes por semana pelo bairro, por 40 minutos cada sessão, irá ajudá-lo a ter mais saúde!
  • Substituições mais saudáveis: Experimente o requeijão light, cream cheese light (mesmo estes devem ser usados com moderação), queijo tipo cottage, pois além do valor calórico reduzido, oferecem mais nutrientes como cálcio e proteínas.

*Consultoria: Dr. Josefina Bressan, coordenadora do Departamento de Nutrição e Metabolismo da Sociedade Brasileira de Diabetes (2004/2005).

domingo, 8 de junho de 2008

The New York Times: Meditação budista ganha terreno entre terapeutas

Por Benedict Carey
The New York Times

Esse exercício de percepção focada e manipulação mental de emoções se tornou uma das técnicas mais populares da nova psicoterapia na década passada. A meditação "mindfulness", como é chamada, é baseada nos ensinamentos de um príncipe indiano do século V antes de Cristo, Siddhartha Gautama, posteriormente conhecido como Buda. Está chamando a atenção de terapeutas de todas as classes, incluindo pesquisadores acadêmicos, analistas freudianos e céticos que vêem todas as marcas de outra mania.

Por anos, psicoterapeutas trabalharam para aliviar o sofrimento dando novas molduras aos pensamentos dos pacientes, alterando diretamente o comportamento ou ajudando as pessoas a atingir percepção das fontes subconscientes de seu desespero e ansiedade.

A promessa da meditação "mindfulness" (consciente ou conscienciosa) é poder ajudar os pacientes a agüentar dilúvios de emoções durante o processo terapêutico - e no final alterar as reações a experiências cotidianas em níveis que as palavras não conseguem alcançar. "O interesse nisto acabou de decolar," diz Zindel Segal, um psicólogo do Centro de Vícios e Saúde Mental e Toronto, onde a terapia de grupo citada acima foi gravada. "E acho que uma grande parte disso é que mais e mais terapeutas estão eles mesmos praticando alguma forma de contemplação e querem trazer isso para a terapia."

Em workshops e conferências por todo o país, estudantes, orientadores e psicólogos de prática privada amontoaram-se em palestras sobre a meditação "mindfulness". O Instituto Nacional de Saúde está financiando mais de 50 estudos de técnicas de consciência, contra apenas três realizados em 2000, para ajudar a aliviar o estresse, suavizar a vontade dos vícios, aprimorar a atenção e reduzir o desespero e as ondas de calor.

Alguns proponentes dizem que a chegada de Buda na psicoterapia sinaliza uma abertura mais ampla na cultura como um todo - uma forma de acessar a cura mais profunda, um caminho oculto revelado.

Mas até agora, são poucas as evidências de que a meditação "mindfulne
ss" ajuda a aliviar sintomas psiquiátricos e, em alguns casos, pode fazer com que as pessoas piorem, como foi sugerido por alguns estudos. Agora, muitos pesquisadores temem que o entusiasmo pela prática do Budismo ultrapasse tanto a ciência, que essa promissora ferramenta psicológica pode se tornar apenas mais uma moda.

"Estou muito aberto à possibilidade de que essa abordagem pode ser efetiva, e ela certamente deve ser estudada," diz Scott Lilienfeld, um professor de psicologia em Emory. "O que me preocupa é o hype, o exagero, a conversa sobre mudar o mundo, essa sedução do guru que o campo da psicoterapia tem a tendência de cultivar."

A meditação budista chegou à psicoterapia pela medicina acadêmica mainstream. Na década de 1970, um estudante de graduação em biologia molecular, Jon Kabat-Zinn, intrigado por idéias budistas, adaptou uma versão de sua prática meditativa que poderia ser facilmente aprendida e estudada. Era uma versão secular, extraída como uma pedra preciosa das fundações multifacetadas dos ensinamentos budistas, que havia originado uma ampla variedade de seitas e práticas espirituais e atraído 350 milhões de seguidores em todo o mundo.

Na meditação transcendental e outros tipos de meditação, praticantes buscam transcender ou "perder" a si mesmos. O objetivo da meditação mindfulness era diferente: estimular a percepção de cada sensação, à medida que elas se desdobram no momento.

Kabat-Zinn ensinou a prática a pessoas que sofriam de dores crônicas na escola médica da Universidade de Massachussetts. Nos anos 80 ele publicou uma série de estudos demonstrando que cursos de duas horas, ministrados uma vez por semana durante oito semanas, reduziram as dores mais eficazmente que o tratamento usual.

A notícia se espalhou discretamente no início. "Acho que naquela época, outros pesquisadores tinham de ser muito cuidadosos ao falar sobre isso, porque eles não queriam ser vistos como estranhos da Nova Era," diz Kabat-Zinn, agora professor emérito de medicina na Universidade de Massachussetts. "Então eles não deram o nome de conscienciosa, ou meditação. Depois de um tempo, nós divulgamos tantos estudos que as pessoas se sentiram mais confortáveis com isso."

Uma pessoa que reparou logo cedo foi Marsha Linehan, uma psicóloga da Universidade de Washington que estava tentando tratar pacientes profundamente problemáticos com históricos de comportamento suicida. "Tratar esses pacientes com alguma terapia de comportamento baseada na mudança só os fez piorar, não melhorar," disse Linehan em uma entrevista. "Com a situação realmente negra, você precisa de algo diferente, algo que faça as pessoas tolerarem essas emoções tão fortes."

Na década de 1990, Linehan publicou uma série de estudos dizendo que uma terapia que incorporava a consciência Zen-Budista, "aceitação radical," praticada por terapeuta e paciente, reduzia significativamente o risco de hospitalização e tentativas de suicídio nos pacientes de alto risco.

Finalmente, em 2000, um grupo de pesquisadores incluindo Segal em Toronto, J. Mark G. Williams na Universidade de Gales e John D. Teasdale no Conselho de Pesquisa Médica na Inglaterra, publicou um estudo relatando que oito sessões semanais de meditação mindfulness cortaram pela metade a taxa de reincidência em pessoas com três ou mais episódios de depressão.

Com o Dr. Kabat-Zinn, eles escreveram um livro que se tornou popular, "The Mindful Way Through Depression". A curiosidade dos psicoterapeutas sobre a meditação mindfulness, antes temporária, transformou-se neste "frenesi constante que vemos acontecendo agora," diz Kabat-Zinn.

A meditação mindfulness é fácil de ser descrita. Sente-se em uma posição confortável, olhos fechados, preferivelmente com as costas retas e não-apoiadas. Relaxe e note as sensações corporais, sons e temperamentos. Repare neles sem julgamento. Deixe a mente assentar ao ritmo da respiração. Se ela vagar (e irá vagar), gentilmente preste atenção à respiração. Fique com ela por pelo menos 10 minutos.

Depois de dominar o controle da atenção, segundo alguns terapeutas, a pessoa pode virar-se, mentalmente, para encarar um pensamento ameaçador ou perturbador - sobre, digamos, um relacionamento tenso com uma pessoa próxima - e aprender a simplesmente agüentar a raiva ou tristeza e deixá-los passar, sem recair para uma reflexão ou tentativa de alterar o sentimento, um movimento que muitas vezes sai pela culatra.

Uma mulher, uma médica que fazia terapia por anos para gerenciar períodos de extrema ansiedade, recentemente começou a se tratar com Gaea Logan, uma terapeuta de Austin, Texas, que incorpora a meditação mindfulness em sua prática. Essa paciente tinha muito com que se preocupar, incluindo uma criança mentalmente doente, um divórcio e o que ela descrevia como uma "voz interior implacável", diz Logan.

Depois de praticar a meditação mindfulness, ela continuou a sentir ansiedade em alguns períodos, mas disse a Logan, "Eu posso parar e observar meus sentimentos e pensamentos e sentir compaixão por mim mesma."

Steven Hayes, um psicólogo da Universidade de Nevada em Reno, desenvolveu uma terapia conversacional chamada Terapia de Compromisso pela Aceitação, ou ACT, baseada em um esforço similar, estilo Buda, de mover-se além da linguagem para mudar os processos psicológicos fundamentais.

"Ter nossa saúde mental definida pelo conteúdo de nossos pensamentos é uma grande mudança", diz Hayes. "Defini-la pelo relacionamento com esse conteúdo - e mudar esse relacionamento ao sentar-se com, reparar e nos tornar livres de nossa definição de nós mesmos."

Para todos esses esperançosos sinais, a ciência por trás da meditação mindfulness está dando os primeiros passos. A Agency for Healthcare Research and Quality, que pesquisa práticas de saúde, publicou no ano passado uma abrangente análise de estudos de meditação, incluindo TM, Zen e prática mindfulness para uma ampla variedade de problemas físicos e mentais. A análise descobriu que na maioria dos estudos a pesquisa foi incompleta demais para oferecer conclusões.

Reservas marinhas podem ser a última chance dos oceanos

Amsterdã, Holanda — Segundo relatório do Instituto Worldwatch, o problema chegou a tal ponto que talvez seja necessário criar reservas marinhas em 40% dos mares para evitar um colapso total.

Setenta por cento da superfície da Terra é coberta por oceanos e 3/4 da humanidade vive em áreas costeiras. Somos imensamente dependentes dos recursos marinhos - e ainda assim os oceanos estão enfrentando ameaças que incluem pesca excessiva, poluição, mudanças climáticas e caça às baleias.

O novo relatório do Instituto Worldwatch, intitulado Oceanos em Perigo: Protegendo a Biodiversidade Marinha (texto em inglês), defende a criação dessas reservas marinhas, onde todas as atividades extrativas e destruidoras, incluindo a pesca, seriam proibidas. O documento revela o estado lastimável em que se encontram os oceanos do mundo e dá o alerta para que governos comecem a se mexer para tomar medidas de proteção enquanto ainda há tempo.

Escrito por um time de especialistas da unidade científica do Greenpeace localizada na universidade inglesa de Exeter, o relatório Oceanos em Perigo atualiza um estudo feito pelo mesmo grupo em 1998. Eles ficaram chocados com a escala e o grau de destruição que aconteceu em menos de uma década em várias partes do mundo.

"Os recentes estudos que realizamos mostram, entre outras coisas, que 90% dos peixes predadores do mundo, como tubarões, peixes-espadas e atuns, desapareceram devido à pesca excessiva praticada desde a década de 1950. Isso nos ajudou a expôr ao público o que vem acontecendo nas profundezas dos oceanos, algo pouco divulgado para a maior parte das pessoas," afirma Paul Johnston, cientista-chefe do Greenpeace.

O relatório detalha novas e emergentes ameaças, como o aumento da acidificação dos oceanos e destaca como a corrida dos países por recursos cada vez mais escassos está colocando o ecossistema marinho à beira do colapso.

O documento ilustra ainda como 76% dos estoques pesqueiros estão totalmente ou quase esgotados, uma estimativa corroborada pelos números levantados pela Organização para Agricultura e Alimentos das Nações Unidas (FAO), que sugere que 158 milhões de toneladas de peixe foram retiradas do mar mundo afora em 2005 - sete vezes o total de 1950.

O relatório também detalha as armadilhas das fazendas de peixe, a suposta panacéia para os problemas das reservas marinhas. As estatísticas são aqui também alarmantes: a produção de animais carnívoros como salmão e camarão exigem duas vezes e meia a quantidade de alimento que outras espécies de peixes comerciais. Gastasse 20 quilos de peixe para cada quilo que um atum selvagem engorda em cativeiro. Isso tudo contribui para exaurir os recursos marinhos a um passo assustadoramente acelerado.

Problemas como o uso de redes de arrasto, que provocam danos enormes aos ecossistemas do fundo do mar, e a sobre-pesca na costa promovida pelos países em desenvolvimento, são exarcebados pelo fato de que 20% de toda a pesca no mundo é ilegal - e vale algo em torno de US$ 5 bilhões por ano. Enquanto países ricos têm recursos suficientes para controlar suas próprias águas ainda têm alguma chance de emplacar medidas para proteger os recursos marinhos, há pouca ou nenhuma regulamentação sobre a exploração dos recursos em águas internacionais - um assunto que precisa ser discutido urgentemente num nível internacional.

Apesar do sinistro cenário pintado, o relatório do Instituto Worldwatch reserva algumas esperançosas palavras sobre como enfrentar o problema, incluindo um pacote de medidas que, se implementadas, poderiam reverter a atual situação para uma mais salutar, restaurando a produtividade do mar de tempos atrás. A solução é estabelecer reservas marinhas por todos os oceanos, protegendo espécies e habitats vulneráveis, incrementando a pescaria além das fronteiras das reservas, e minimizando os piores impactos das mudanças climáticas.

As reservas marinhas são a ferramenta mais poderosa disponível para estancar o declínio das reservas marinhas de nossos oceanos e são igualmente aplicáveis tanto no alto-mar como nas regiões costeiras. Os oceanos têm um imenso poder de regeneração e onde reservas marinhas foram implantadas a vida local renasceu.

Se quisermos pescar amanhã, é preciso criar reservas marinhas hoje.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Rio Tietê, a maior obra de saneamento

O Secretário-geral da Organização das Nações Unidas – ONU – Kofi Annan declarou por ocasião da série de encontros sobre a Cúpula Mundial Sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada em Joanesburgo que, “mais de um bilhão de pessoas não têm acesso à água potável. O dobro desse número não possui saneamento adequado e mais de três milhões de pessoas morrem todos os anos de doenças causadas por águas contaminadas”.

Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que para cada dólar aplicado em saneamento, com esgoto coletado e tratado e água tratada, economizam-se de quatro a cinco dólares, nos dez anos seguintes, em saúde pública, com a redução de despesas em atendimento médico, medicamentos e hospitais. No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que 70% dos leitos hospitalares são ocupados por pessoas que contraíram moléstias transmitidas por contato com água poluída.

A poluição das águas acarreta graves riscos à saúde. Os esgotos domésticos contêm bactérias patogênicas que podem causar cólera, hepatite infecciosa, desinteria, micoses, conjuntivites, otites, corizas e febre tifóide e os efluentes industriais têm substâncias tóxicas que podem causar doenças crônicas, inclusive o câncer.

A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico divulgada pelo IBGE, com base no levantamento realizado em 2000, revela que 47,8% dos municípios brasileiros não têm serviço de esgotamento sanitário e, por conseqüência, o país ainda convive com males do século XIX, como a febre amarela e a dengue. Em alguns estados e regiões onde o esgoto corre a céu aberto, a diarréia infecta 99% das crianças e ocasiona a morte.

Portanto, investir em saneamento significa aplicar recursos em saúde preventiva e evidencia que a recuperação da qualidade das águas é mais do que um programa ambiental é uma questão de saúde pública e bem-estar social.

O Projeto Tietê

Em 1992, após o movimento popular que conseguiu reunir mais de um milhão de assinaturas e contou com forte envolvimento da mídia, o Governo de São Paulo criou o Programa de Despoluição do Rio Tietê, entregando à Sabesp, empresa ligada à Secretaria de Recursos Hídricos Saneamento e Obras a responsabilidade de sua execução.

O Governo paulista buscou junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID –os recursos necessários para o maior projeto de recuperação ambiental desenvolvido no país.

A Sabesp ficou com a difícil e ousada tarefa: acabar com a poluição gerada por esgotos na Região Metropolitana de São Paulo. Essa solução recebeu o nome de Projeto Tietê.

Além de uma atuação direta nas áreas de saneamento básico, o Projeto Tietê previa o controle da poluição industrial e dos resíduos sólidos, a abertura e urbanização dos fundos de vale e um forte incremento em educação ambiental.

É o maior projeto de saneamento ambiental já realizado no País e financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O objetivo é coletar e tratar permanentemente o esgoto gerado pelos quase 18 milhões de habitantes da região metropolitana de São Paulo, evitando a contaminação do Rio Tietê e seus afluentes. Contribui para a despoluição da Bacia do Alto Tietê. A Sabesp está encarregada de realizar grande parte do Projeto Tietê, com a construção de grandes tubulações de esgotos subterrâneas para a coleta e o tratamento do esgoto. A Cetesb está encarregada de intensificar o controle de poluição industrial. Atualmente, o projeto está na segunda etapa, que se estenderá até o primeiro semestre de 2008. A primeira etapa foi idealizada e executada entre 1992 e 1998. As obras de maior porte e grandes investimentos foram realizadas de 1995 a 1998.

Principais obras concluídas na primeira fase: foram inauguradas três Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs): São Miguel, ABC e Parque Novo Mundo. A Sabesp ampliou a capacidade da ETE Barueri, de 7 metros cúbicos por segundo para 9,5 metros cúbicos por segundo. Foram construídos também 1,5 mil quilômetros de redes coletoras, 315 quilômetros de coletores-tronco e 37 quilômetros de interceptores e a realização de 250 mil ligações domiciliares. Com as obras da primeira etapa, os índices de coleta de esgoto passaram de 70% para 80% e os índices de tratamento aumentaram de 24% para 62% na RMSP. Ao término dessa primeira etapa, houve melhoria na qualidade de vida da população dos municípios que ficam às margens do Rio Tietê. Os moradores de Salto e Itu, por exemplo, passaram a ver peixes no trecho do rio que corta suas cidades. Esses benefícios são constatados pela ampliação do serviço de coleta de esgotos para 1 milhão de moradores da região metropolitana e a redução significativa da carga poluidora no trecho de 120 quilômetros na Bacia do Alto Tietê.

Segunda fase (2002-2008): na etapa atual estão sendo construídas tubulações de esgotos, tão grandes e extensas que se comparam às construções de túneis viários e metrôs. Essas tubulações vão possibilitar a interligação do sistema de coleta às estações. Estão sendo construídos 36 quilômetros de interceptores, 110 quilômetros de coletores-tronco, 1,2 mil quilômetros de redes coletoras e 290 mil ligações domiciliares. Ao final, haverá novos benefícios diretos à saúde e à qualidade de vida da população. As 290 mil ligações permitirão coletar e tratar o esgoto de mais de 1 milhão de pessoas da região metropolitana. Com isso, a carga de poluição do Rio Tietê trará como conseqüência a redução da mancha crítica de poluição em mais de 40 quilômetros. Os índices de coleta de esgoto passarão de 80% para 84% e os índices de tratamento aumentarão de 62% para 70%.

As cinco Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) do Projeto Tietê têm a seguinte capacidade: ETE Barueri (9,5 m3/segundo), ETE ABC (3 m3/segundo), ETE Parque Novo Mundo (2,5 m3/segundo), ETE São Miguel (1,5 m3/segundo) e ETE Suzano (1,5 m3/segundo).

Para que haja diminuição na poluição do Rio Tietê serão necessários investimentos contínuos e ininterruptos na expansão dos serviços de coleta e tratamento de esgotos, sempre com o objetivo de complementar o sistema de esgotamento sanitário e, ainda, acompanhar o crescimento populacional na região metropolitana. Após a conclusão do Projeto Tietê, os trabalhos de manutenção devem ser constantes.

A Cetesb tem o compromisso de ampliar na segunda etapa a fiscalização para mais 290 indústrias. Com a medida, espera-se a redução do volume de poluentes industriais despejados no rio. Na primeira etapa, mais de 1.200 indústrias foram fiscalizadas pela agência ambiental do Estado de São Paulo.

Cerca de 35% da poluição acumulada na Bacia do Rio Tietê não vem de redes de esgoto, mas sim do lixo jogado nas ruas. Todos os dias, as águas do Tietê recebem toneladas de sacolas plásticas, garrafas, latas e outros tipos de lixo. A Sabesp firmou uma parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica na segunda etapa do Projeto Tietê. A ONG ficou responsável por elaborar um programa detalhado de educação e conscientização ambiental. Avalia-se que a aproximação da população é fundamental para o sucesso do projeto. Assim, o plano elaborado pela SOS Mata Atlântica foi baseado em experiências de outros projetos de mobilização e educação ambiental. O trabalho é estruturado em ações como o incentivo ao acompanhamento da sociedade em todas as etapas do projeto e a elaboração de um plano para as escolas, com capacitação de professores e confecção de material didático. Cada um dos 300 grupos de monitoramento, envolvendo escolas da rede pública e privada de ensino e grupos organizados da sociedade civil, utiliza um kit de análise da água. Os grupos de monitoramento do Tietê atuam desde a nascente do rio, em Salesópolis, até a foz, no Rio Paraná

Quando começou: 1992

Custo: Primeira etapa: investimentos de US$ 1,1 bilhão, sendo US$ 450 milhões provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), US$ 550 milhões dos recursos próprios da Sabesp e mais US$ 100 milhões da Caixa Econômica Federal. Segunda etapa: US$ 400 milhões, sendo US$ 200 milhões financiados pelo BID e US$ 200 milhões em recursos próprios da Sabesp

População beneficiada: Traz benefícios diretos para a Região Metropolitana de São Paulo e indiretos para todo o interior do Estado

quarta-feira, 4 de junho de 2008

obras na Av. Paulista

A Avenida Paulista é um dos logradouros mais importantes do município de São Paulo, a capital do estado homônimo.

Considerada um dos principais centros financeiros da cidade, assim como também um dos seus pontos turísticos mais característicos, a avenida revela sua importância não só como pólo econômico, mas também como centralidade cultural e de entretenimento. Devido à grande quantidade de sedes de empresas, bancos, hotéis, hospitais e instituições culturais, como o MASP, movimentam-se diariamente pela Avenida Paulista milhares de pessoas oriundas de todas as regiões da cidade e de fora dela.

A avenida foi criada no final do século XIX a partir do desejo da elite cafeeira do estado em possuir uma residência fixa na cidade que não estivesse localizada imediatamente próxima às mais movimentadas centralidades do período. A Avenida Paulista foi inaugurada no dia 8 de dezembro de 1981, por iniciativa do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima, para abrigar a elite da sociedade paulista. Seu nome seria Avenida das Acácias ou Prado de São Paulo, mas Lima declarou:

No fim dos anos 20, seu nome foi alterado para Avenida Carlos de Campos, homenageando o ex-presidente do estado, mas a reação da sociedade fez com que a avenida voltasse a ter o nome com o qual foi criada e é conhecida até os dias de hoje.

A avenida foi aberta seguindo padrões urbanísticos relativamente novos para a época: seus palacetes possuíam regras de implantação que, como conjunto, caracterizou uma ruptura com os tecidos urbanos tradicionais. Os novos palacetes incorporavam os elementos da arquitetura eclética (tornando a avenida uma espécie de museu de estilos arquitetônicos de períodos e lugares diversos) e dos novos empreendimentos norte-americanos: estavam todos isolados no meio dos lotes nos quais se implantavam, configurando um tecido urbano, diferente do restante da cidade, que alinhava a fachada das edificações com a testada do terreno. Isso fez com que a avenida possuísse uma amplidão espacial inédita na cidade.

Avenida Paulista é a primeira via pública asfaltada de São Paulo, com material importado da Alemanha.

Esse perfil estritamente residencial da avenida permaneceu até meados da década de 1950, quando o desenvolvimento econômico da cidade levava os novos empreendimentos comerciais e de serviços para regiões afastadas do seu centro histórico. Em pouco tempo, praticamente, todos os palacetes da avenida tinham sido vendidos e substituídos por pequenos prédios de escritórios e comércio.

Durante as décadas de 60 e 70, porém, e seguindo as diretrizes das novas legislações de uso e ocupação do solo, e a valorização dos imóveis incentivada pelas especulações imobiliárias, começaram a surgir naquele local os seus agora característicos "espigões" - edifícios de escritórios com 30 andares em média.

Durante esse período, a avenida passou por uma profunda reforma paisagística. Os leitos destinados aos veículos foram alargados e criaram-se os atuais calçadões, caracterizados por um desenho branco e preto formado por mosaico português. O projeto de redesenho da avenida ficou a cargo do escritório da arquitetura-paisagista Rosa Grena Kliass, enquanto o projeto do novo mobiliário urbano da avenida foi assinado pelo escritório Ludovico & Martino.

Atualmente a Avenida passa por uma grande reforma, terá calçadas, canteiro central e paisagismo refeitos da Praça Osvaldo Cruz até a Rua Consolação

Quase 30 anos depois, a Avenida Paulista começa a ser revitalizada a partir da substituição de suas calçadas, hoje remendadas e danificadas pelo tempo. O novo piso será feito com o que há de mais moderno em tecnologia de construção: pavimento de concreto moldado no local, com juntas de dilatação em latão. Além do padrão estético - destacado pelo contraste das tonalidades do concreto, grafite e natural, com o dourado das juntas metálicas -, a opção por este material levou em conta a durabilidade, a facilidade de manutenção e o conforto para caminhar. Será também a primeira avenida da cidade a ter acessibilidade total, com a instalação de 200 rampas. O canteiro central e os jardins também serão renovados.

"Recuperar esta avenida simbólica para a Cidade é mais que pensar em revitalização do espaço público. Transformar a Avenida Paulista é restaurar a auto-estima do paulistano", afirma o secretário das Subprefeituras e subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo.

O projeto é da URB2 arquitetos e as obras, realizadas pela empresa Engeform, começam nesta segunda-feira, dia 23, no lado direito do trecho entre a Praça Osvaldo Cruz e a Rua Teixeira da Silva, sentido Paraíso-Consolação. A reforma deve durar nove meses e representa um investimento de R$ 8,123 milhões. No total, serão refeitos 50 mil m² de calçadas.

Além de proporcionar uma melhoria da paisagem urbana, a reforma também reduzirá o impacto causado pelas cerca de duas mil interferências de concessionárias prestadoras de serviços públicos. O novo piso facilita a reconstrução da calçada, caso essas empresas tenham necessidade de fazer alguma manutenção subterrânea em sua rede.

Acessibilidade total

Será colocado em prática o conceito de rota acessível, com instalação do piso ideal e implantação de cerca de 200 rampas de concreto pré-fabricado nas travessias, com larguras proporcionais à Avenida. Sarjetas e guias serão demolidas e refeitas de acordo com o projeto. "A Paulista é o cartão postal da cidade e esta reforma, além de melhorar as condições do piso e a beleza da avenida, vai deixá-la acessível às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Essa é uma dupla boa iniciativa da Prefeitura, que se preocupa com a segurança e a autonomia de todos os cidadãos paulistanos", afirma a vereadora e ex-secretária da Pessoa com Deficiência, Mara Gabrilli.

Para minimizar os transtornos que uma intervenção desse porte provoca, as obras serão feitas em módulos, preservando uma faixa para a circulação de pedestres e saída de veículos. A Avenida Paulista (lado par, ímpar e canteiro central) será dividida em 12 trechos para a evolução da reforma. O trabalho será executado ininterruptamente, 24 horas por dia, mas evitando durante a noite a realização de tarefas que causem barulho intenso, como as de demolição.

Trânsito

De acordo com o andamento da obra, uma faixa de rolamento da pista será interditada. Para esta primeira etapa, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) orienta os motoristas a seguir caminho alternativo, composto pelas Ruas 13 de Maio, Cincinato Braga, São Carlos do Pinhal e Antonio Carlos. Essas vias terão mudanças como desativação de zona azul com proibição de estacionamento e remanejamento de pontos de táxi. Outra opção para os motoristas que vêm da região Paraíso/Vila Mariana com destino ao Centro é seguir pela Rua Vergueiro e a Avenida Liberdade. Para aqueles com destino aos Jardins, a Rua Joaquim Távora, Avenida Pedro Álvares Cabral e Avenida Brasil são as alternativas. As equipes de Engenharia da CET estarão acompanhamento e monitorando o desempenho do trânsito na região das obras e dos conseqüentes desvios.

Travessia de pedestres

A CET também aproveita a reforma para melhorar a travessia de pedestres na avenida, com a implantação de semáforos inteligentes e redistribuição das travessias ao longo da Paulista. Com essas modificações, será reduzido o tempo de espera para a travessia dos pedestres e com maior segurança, uma vez que esta travessia se dará de forma integral, sem a concentração de pedestres no canteiro central.

Para os veículos, haverá a redução das esperas tanto na Avenida como nas vias transversais devido à operação em tempo real dos semáforos. Essa diminuição favorece, inclusive, a operação do transporte coletivo com o melhor aproveitamento dos tempos dos semáforos.

Piso testado e aprovado

No ano passado, um trecho da avenida em frente ao shopping Center 3 recebeu um tipo de piso similar, que se mostrou resistente ao grande volume de pessoas que passam pelo local.

Esta é a segunda grande reforma na avenida. Na década de 70, a Paulista passou por obras de alargamento e ganhou o formato atual, com sinalização especial e piso de mosaico português, num projeto realizado por Rosa Kliass. O mobiliário urbano da época foi feito pelo escritório Ludovico e Martino.

Coração e alma de São Paulo

Avenida símbolo de São Paulo, cartão postal da quarta maior cidade do mundo. Esta é a Paulista - um corredor cultural e financeiro de 2.700 metros de extensão, que vive e vibra. Conhecida como um dos principais centros econômicos da América Latina, com 11 sedes de bancos e 29 agências bancárias, a Paulista tornou-se um dos principais eixos culturais da cidade, com teatros, museus, cinemas, livrarias e pólos de entretenimento. Por ela circulam diariamente mais de 1,7 milhão de pessoas e 90 mil veículos. Plural como São Paulo, abriga ainda cerca de 200 mil moradores em seus 18 prédios residenciais. E é essa Avenida, que tem a cara de São Paulo, que começa agora a ganhar cara nova, com remodelagem total de suas calçadas e canteiros.

Espero que esta obra acabe rápido para que possamos transitar por ela novamente em paz.

Campanha contra a corrupção

Na Semana do Meio Ambiente, aumenta desmatamento na Amazônia

Para o governo do MT, isso não é desmatamento. Mas esta área, em Marcelândia, no Mato Grosso, está condenada: vai virar pasto ou plantação.

Manaus (AM), Brasil — Mato Grosso foi novamente o campeão de derrubada da floresta, segundo dados do Inpe referentes ao mês de abril.

Na Semana do Meio Ambiente, o Brasil ganhou um baita presente de grego: dados do sistema de Detecção em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta segunda-feira, revelaram que 1.123 quilômetros quadrados da floresta amazônica foram destruídos no mês de abril. Esse total equivale a quase toda a cidade do Rio de Janeiro.

O Mato Grosso foi novamente o campeão de desmatamento, com 794 km2 de área florestal derrubada em abril - 70,7% do total destruído na Amazônia no período. Em março, o Inpe detectou 112,4 km2 de área desmatada ou alterada no estado.

Com o aumento do preço da soja e da carne bovina, a tendência é de que o Mato Grosso seja novamente o campeão do desmatamento da Amazônia no período 2007/2008. O governador do estado, Blairo Maggi, contesta os dados do Deter.

"Além de ter dado claros sinais em favor da substituição das florestas pelo agronegócio, o governo Maggi não investiu o suficiente nas medidas contra o desmatamento e o governo federal deixou de implementar várias metas previstas no seu próprio plano de ação contra o desmatamento", afirma Marcelo Marquesini, da Campanha Amazônia.

"O pior é que os meses críticos para o desmatamento ainda estão por vir: junho, julho e agosto. E se essa tendência se confirmar, a taxa de desmatamento voltará a crescer."

Segundo Marquesini, os dados do Deter para o mês de abril confirmam a necessidade do governo federal de continuar a adotar medidas como a restrição de financiamento para quem desrespeita questões fundiárias e critérios ambientais no bioma Amazônia.

Na última quinta-feira (29/5), durante a Convenção de Diversidade Biológica (CDB), em Bonn, na Alemanha, o novo ministro do Meio Ambiente confirmou que, a partir de 1º de julho, nenhuma propriedade com situação fundiária ou ambiental irregular no bioma receberá créditos públicos ou privados.

O Deter é um sistema ágil, que utiliza imagens de satélite de baixa resolução e fornece dados freqüentes sobre a cobertura vegetal da região. Não foi concebido para medir a área desmatada, mas para alertar as autoridades sobre os focos de destruição da floresta. O Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia (Prodes) é o sistema utilizado pelo Inpe para medir as áreas desmatadas. Ele é muito mais preciso e utiliza imagens de satélites com alta resolução, obtidas nos períodos em que há menos nuvens na região amazônica.

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